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Excesso de vitamina C

Quando o assunto é cabelo, a vitamina C costuma ser mais heróina do que vilã, na verdade. Ela ajuda a aumentar a absorção do ferro no nosso organismo (substância fundamental para a nossa saúde e para o bom crescimento dos fios).

Porém, o excesso de vitamina C pode aumentar a concentração de alguns fungos que agravam os quadros de caspa e ptiríase (problemas que podem causar a queda dos cabelos). Outras possíveis complicações são o aumento da chance de desenvolver pedras nos rins, problemas digestivos e aumento da acidez da urina (o que pode provocar irritações).

O excesso de vitamina C é ainda mais raro que o de vitamina dht queda de cabelo, porque o nosso organismo consegue eliminá-la com bastante facilidade. Porém, como ela é conhecida por ter muitos efeitos positivos, muita gente pode exagerar e consumir suplementos vitamínicos em doses altas demais (acima de 1.000 mg por dia).

O consumo regular de frutas, legumes e verduras frescos já deve ser suficiente para fornecer toda a vitamina C que o seu corpo precisa, sem risco de efeitos colaterais.

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10- Excesso de vitamina E

A vitamina E tem um poderoso efeito antioxidante, protegendo as células contra a ação dos radicais livres. Acredita-se que ela possa prevenir ou aliviar os sintomas de várias doenças, como a síndrome de Alzheimer, distúrbios cardiovasculares e até mesmo alguns tipos de câncer.

Mas apesar de todos os seus benefícios, é preciso evitar também o excesso da vitamina E, pois ela é capaz de “afinar o sangue” (efeito parecido com o da aspirina) e prejudicar a absorção de ferro (que é importante para a boa saúde dos cabelos).

As fontes naturais de vitamina E (óleos vegetais, amendoim, amêndoas, ovos, manteiga, algumas verduras) são frequentes na nossa alimentação normal, mas é muito difícil ter excesso da vitamina apenas através dos alimentos. Novamente, o maior perigo é a suplementação exagerada. Não são necessários mais do que 15 mg por dia, e doses acima de 250 mg são consideradas excessivas.

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11- Falta ou excesso de iodo

O iodo é um mineral fundamental para o funcionamento da tireóide. A sua falta ou excesso podem agravar quadros de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, e ambos os problemas estão relacionados à queda de cabelo, portanto é importante manter os níveis de iodo bem equilibrados.

A deficiência de iodo é muito rara atualmente. Ele está presente em alguns alimentos que consumimos regularmente (como peixes e frutos do mar, ovos, leite e fígado), e também é inserido no nosso sal de cozinha. Baixos níveis de iodo costumam ser resultado de dietas muito restritivas, e níveis elevados normalmente acontecem devido a suplementação excessiva ou consumo exagerado de alimentos como algas e mariscos.

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12- Falta ou excesso de selênio

O selênio é fundamental para o crescimento dos queratinócitos (células que formam os fios de cabelo), e também pode melhorar os quadros de caspa (uma das possíveis envolvidas nos quadros de queda). Ele é encontrado nos grãos (trigo, arroz, milho), peixes e frutos do mar, fígado, carnes e aves, mas nenhuma dessas fontes supera a castanha do pará, que é riquíssima em selênio.

Vale inclusive um alerta: evite consumir mais do que duas ou três castanhas por dia, pois o excesso de selênio também pode fazer os cabelos caírem. Cuidado também com os suplementos, que podem acabar elevando as taxas muito acima do nível ideal.

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13- Falta ou excesso de zinco

O zinco participa do processamento das proteínas no nosso corpo e da síntese do DNA, duas funções importantes para a reprodução das células no folículo capilar. Ele também é utilizado na produção dos hormônios da tireóide, e em alguns casos o tratamento do hipotireoidismo pode não resolver a queda de cabelos até que os níveis de zinco sejam normalizados.

O zinco também é importante na produção da testosterona, mas parece ter algum efeito inibidor na conversão do hormônio em di-hidrotestosterona, a versão que é responsável pela dht queda de cabelo. Ou seja, é possível que quem sofre com a calvície clássica também possa se beneficiar com a melhora dos níveis de zinco no organismo.

Algumas fontes naturais de zinco são as ostras, carne vermelha, fígado, ovos, castanhas, mariscos, camarões e alguns produtos de soja. Quem não atinge os níveis recomendados apenas através da alimentação pode se beneficiar de suplementação de zinco, mas é preciso cuidado porque o excesso pode prejudicar a absorção de outros nutrientes, como o ferro e o cobre, e acabar piorando a queda de cabelo.